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Malásia proíbe "Despacito" nas rádios públicas devido ao "conteúdo sexual explícito"


As autoridades da Malásia proibiram a música “Despacito” de passar na rádio e na televisão públicas, depois da contestação de alguns setores islamitas à alegada obscenidade da letra.

As emissoras de rádio públicas da Malásia deixaram de reproduzir o sucesso do momento, "Despacito". A decisão foi anunciada na quarta-feira pelo ministro das Telecomunicações da Malásia, Salleh Said Keruak, depois de uma reunião do painel de avaliação da Radio Televisyen Malaysia (RTM), órgão estatal, que aceitou deixar de passar a música.

“A RTM deixará imediatamente de emitir esta canção em todas as suas emissoras de rádio e canais televisivos”, terá dito Salleh, segundo o jornal malaio The Star. O ministro da Comunicação disse ainda à AFP que o seu ministério recebeu inúmeras queixas e que espera que as rádios e televisões privadas sigam o exemplo.

A medida foi tomada horas depois das críticas do partido islamita Awan (Angkatan Wanita Amanah Nasional) ao conteúdo sexual explícito da canção, e do pedido de que fosse imediatamente proibida nos media.

Ainda em março, a comissão malaia de censura de filmes proibiu a estreia da adaptação de “A bela e o monstro”, por incluir uma personagem homossexual, ainda que a decisão tenha sido revogada poucos dias depois.

Em 2014, foi proibida a exibição do filme "Noé", de Darren Aronofsky, por se ter considerado que contrariava os valores do Islão.

"Despacito” foi composto por Fonsi e Daddy Yankee em colaboração com a compositora Erika Ender, tendo sido produzido por Andrés Torres e Mauricio Renginfo.

A canção de Luis Fonsi, um reggaton latino, tem-se tornado viral desde que foi lançada, em janeiro. “Despacito” atingiu uma audiência ainda maior a partir de abril, quando o cantor pop Justin Bieber participou numa remistura.
A música porto-riquenho é agora a canção mais ouvida em streaming de todos os tempos.
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